Um candidato à presidência da República acusou Afrânio Barreira de sonegação de impostos e disse que o dono da rede é uma “política bolsonarista”.
O candidato presidencial republicano Ciro Gómez (PDT) elevou o tom ao criticar Afrânio Barreira, dono da rede de restaurantes Coco Bambu, na terça-feira, 3. Em entrevista ao seu canal no YouTube, o ex-governador do Ceará disse que Fortaleza tinha empresários “imorais” sonegando impostos e se engajando na “política bolsonarista”. O dono da rede é então citado por Ciro Gomes. “Esse mendigo do Coco Bambu é dono de 50 restaurantes no Brasil e no mundo, cada um deles tem uma razão social diferente para não pagar impostos, porque no Simples Simples. Por isso são todos bolsonaristas porque tudo é marginal”, declarou o pedetista , acrescentando: “Deixe-me ir ao Palácio Presidencial da República para ver se essas pessoas são prósperas”.
Em nota ao Jovem Pan, a assessoria da rede disse que Ciro cometeu calúnia contra todos os seus parceiros. “Ele não disse uma palavra! Ele caluniou, difamou e insultou todos os sócios do Coco Bambu que pagaram mais de 100 milhões de reais em impostos em 2021! Ele afirma que não existe Coco Bambu no Simples Nacional.” Coco Bambu, mas todos os empresários do Ceará e do Brasil, que se opuseram fortemente a essas declarações nas últimas 24 horas”, acrescentou. Segundo a nota, a rede é “sistematicamente” fiscalizada no Ceará, processo zero em município, estado e sindicato. A empresa também corrigiu Ciro dizendo que existem 64 restaurantes, não 50. Em 2021, pagamos aproximadamente 100 milhões de reais entre impostos federais e estaduais, gerando 7.200 empregos diretos no Brasil”, a rede salientou que considerou “infeliz que os candidatos à Presidência da República tenham utilizado estes meios para espalhar mentiras para aparecer nos meios de comunicação social”.
A fala de Ciro também foi negada por entidades e políticos aliados ao presidente Jair Bolsonaro (PL). A Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) recebeu as declarações com “total indignação” e disse que a ideia “mostra o completo desconhecimento dos políticos sobre o setor com mais empregos no Brasil”. “Não é suficiente por tudo que nossa categoria sofreu durante a pandemia – com nossas casas fechadas e restrições de saúde rígidas, ainda está sujeita a acusações infundadas que afetam todos os negócios nesta casa espacial”, se recusou a explicar a associação. A Abrasel ressaltou que está “orgulhosa” da rede. “As alegações de Ciro Gomes afetam não apenas os grandes empresários do setor de restaurantes, mas também os pequenos empresários que lutam para atualizar suas contas todos os diase sustentar inúmeras famílias dos funcionários. E para nós isso é inadmissível’’.