O ministro Dias Toffoli negou, nesta sexta-feira (13), ter realizado qualquer gravação da reunião interna do Supremo Tribunal Federal (STF) que culminou em seu afastamento do chamado caso Master. A suspeita teria surgido após a divulgação de diálogos atribuídos ao encontro entre os magistrados da Corte, o que gerou forte repercussão nos bastidores do Judiciário.

Dias Toffoli nega gravação de reunião no Supremo Tribunal Federal e contesta afastamento do caso Master

Segundo decisão tomada pela maioria dos ministros na noite anterior, Toffoli deixou a relatoria do processo, que agora ficará sob responsabilidade do ministro André Mendonça. A mudança foi oficializada após questionamentos internos envolvendo a condução do caso e o conteúdo que veio a público.

Em declaração ao jornal Folha de S. Paulo, Toffoli classificou como “absolutamente inverídica” a informação de que teria gravado a reunião. O ministro afirmou que nunca registrou conversas privadas ou institucionais e demonstrou indignação com o que chamou de insinuações infundadas. “Nada disso procede”, reforçou.

A divulgação dos diálogos pelo site Poder360 teria provocado desconforto entre os integrantes da Suprema Corte. O episódio foi descrito por ministros como algo “sem precedentes”, gerando clima de perplexidade dentro do STF e ampliando a tensão em torno do caso Master.

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