Os Estados Unidos anunciaram sanções contra a ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, seus filhos, Máximo e Florencia Kirchner, e o ex-ministro do Planejamento, Julio De Vido.
O governo americano os acusa de participação em esquemas de corrupção relacionados a contratos de obras públicas, proibindo sua entrada no país.
O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que os envolvidos abusaram de seus cargos para obtenção de vantagens financeiras ilícitas, comprometendo a confiança na economia argentina.

Cristina Kirchner governou a Argentina entre 2007 e 2015 e ocupou a vice-presidência de 2019 a 2023.
A Justiça argentina a condenou a seis anos de prisão e à inabilitação permanente para cargos públicos, devido a fraudes em contratos de infraestrutura. No entanto, por ter mais de 70 anos, ela não deve cumprir pena em regime fechado.
A sentença ainda aguarda decisão final da Suprema Corte do país.
Após o anúncio das sanções, Cristina Kirchner se manifestou nas redes sociais com tom irônico.
Ela criticou a decisão dos EUA e insinuou que se trata de perseguição política, mencionando casos judiciais envolvendo o ex-presidente americano Donald Trump.
Além disso, desafiou as acusações, negando envolvimento em qualquer tipo de esquema criminoso.